segunda-feira, 23 de julho de 2007

sexta-feira, 20 de julho de 2007

A Verdade está na cara mas não se impõe



Brasileiro é um povo solidário. Mentira.

Brasileiro é babaca. Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história e vida sofrida; pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade; Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundícies que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência.

O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto. Mentira. Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.

Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça. 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como aviãozinho do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei.

A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos tem direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense nisso!!! O famoso jeitinho brasileiro.

Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um "gato" puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.

No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?

Afinal somos penta campeões do mundo né?

Grande coisa... O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram...Brasil, o país do futuro!!!?. Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo. Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar...O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.  Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece!

Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar.

Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante:
Água doce! Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

Arnaldo Jabour

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Tema: "Comunidade Terapêutica"

Comunidade Terapêutica

No livro de Howard J. Clinebell, ele conta uma perigosa história numa costa marítima, onde havia um pequeno posto de salvamento que apesar de poucos eles eram bem dedicados e realizavam muitos salvamentos. O posto foi crescendo e se sofisticando, certa vez, aconteceu um grande naufrágio, muitas pessoas foram salvas e outros tanto não tiveram o mesmo caminho, e o posto ficou muito sujo. Por causa disso, um grupo propôs o encerramento das atividades daquele posto, estava ali estabelecido uma confusão. Um grupo defendia que eles deveriam continuar as suas atividades, pois se tratava de um posto de salvamento, e o outro grupo, não aceitava que a cada salvamento ficasse toda aquela sujeira.

Como não entraram em acordo, parte do grupo abriu um outro posto mais abaixo naquela mesma costa marítima. Aconteceu que algum tempo depois, aconteceu de novo um outro naufrágio, e de novo a mesma coisa, salvamento e sujeira no posto e de novo, outra quebra no grupo, abriu-se um novo posto de salvamento. E isso continuou acontecendo, e aquela costa marítima está cheia de postos de salvamento, todos muito bem sofisticado, mas nenhum deles com a verdadeira função de salvar vidas.

Agora podemos pensar nas igrejas, será que algumas denominações cristãs, por sinal muito bem estruturadas, não estão correndo sério risco de se tornarem irrelevantes para uma grande quantidade de pessoas nesta "pós-modernidade" que vivemos, principalmente ao atendimento a necessidades cruciais de sofrimento pessoal?

Os desafios da pós-modernidade à igreja evangélica

Na visão da pós-modernidade a igreja evangélica é questionada sobre o jeito de pensar e de querer ser igreja e devem responder às necessidades das pessoas, abrindo espaço "tanto para o novo quanto para o caos, para o alternativo e o individualismo". Um dos grandes desafios para a igreja no contexto da pós-modernidade é ser uma comunidade terapêutica. Com o tempo, algo que não é valorizado é o viver em comunidade e mesmo que comunidades sejam abertas, ocorre uma mudança de paradigma que vem minando o viver em fé em comunidade.

A igreja pode ser comunidade terapêutica?

Na pratica, a igreja pode ser comunidade terapêutica, quando ela se manifesta "acolhendo e aconselhando", promovendo mudanças significativas no tratamento dos membros, dando afeto, atenção e complementando o vazio que a sociedade impõe e incentivando à busca por uma vida comunitária, principalmente em momentos cruciais da nossa existência.

Mas como ser terapêuticos? Não adianta apenas criarmos novos programas, ou inventar a roda, a questão é mais profunda. É preciso analisar cuidadosamente cada uma de nossas comunidades e cada cristão, examinar paradigmas que influenciam o jeito de cada um ser e agir. Paradigmas falsos, ideológicos, não podem produzir uma igreja saudável.

A igreja é formada de dois componentes que devem ser inter-relacionados, a organização como um todo e seu organismo vivo (os membros), conforme está em I Pe 2:4-8, sermos "pedras vivas".

Concluímos, sabendo que a igreja cristã possui recursos maravilhosos para amparar as pessoas nas suas caminhadas pela vida, mas não podemos deixar de citar que fica claro que algumas visões devem ser reavaliadas, tanto no modelo de ação como no modelo estrutural, precisamos fazer uma leitura do tempo para que a igreja não se transforme em apenas um centro de tradições, devemos saber agir com este novo mundo que está as nossas portas, cabe a nós penetrar essa pós-modernidade com generosa compreensão, procurando soluções para os males e as dores deste novo tempo. Que Deus nos ajude e nos oriente nesta caminhada por uma igreja relevante. Precisamos ser uma igreja com uma missão de Deus diante de um novo milênio.

Que o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos abençoe e que sempre sejamos diferença aonde quer que estejamos. Em Cristo, Por Cristo e Com Cristo.

Gildecio Eugenio Barboza
E-Mail: gildecio@gmail.com
Site: http://www.palavradavida.com.br

Obs:
Sobre o autor do texto: Aluno de Teologia na Faculdade Evangélica do Paraná - FEPAR, 35 anos, casado, natural de Santo André-SP, membro da 2ª IPI de Curitiba-PR, assinante do Estandarte e mantenedor do site Ministério de Devocionais : http://www.palavradavida.com.br