quinta-feira, 2 de agosto de 2007

E tem político que queria patrocinar mais um mês de Pan

    Após vasta exploração da mídia em relação ao acidente aéreo envolvendo o avião da TAM, não tornarei este incidente em um fato político. Mesmo que vários veículos tenham se utilizado deste como uma bandeira para criticar competências e indicar falhas de um ou de outro governo. Este foi sim um incidente aéreo que deve ser investigado por especialistas e não por políticos que adoram aparecer em Comissões Parlamentares de Inquéritos, CPIs.

    É incrivel ver que em meio a um caos estrutural, de um país que a muitos anos não se preocupa com a infra-estrutura nas mais variadas áreas de transporte – aéreo, marítimo, rodoviário e ferroviário-, que surgem pseudo especialistas para apontar falhas no acidente. E assim de fato em fato as mazelas da política nacional caem no esquecimento do grande público.

    Para alguns políticos de Brasília, além do acidente em Congonhas, o Panamericano realizado no Rio de Janeiro foi abençoado. O Pan Rio 2007 doou apropriados 17 dias de refresco para o inabalável presidente do Senado. O evento esportivo deu tão certo que teve até político querendo patrocinar mais um mês de evento, em prol de uma possível vitória do Brasil sobre Cuba no quadro de medalhas, só que gostaria de pagar com cabeças de gado.

    Voltando as vacas frias ou quase após um breve, e “merecido” - recesso de nossos representantes - quem vos escreve cometeu um ato falho. Na edição anterior injustamente coloquei na conta da construtora Gautama um político, a que tudo indica, pago pelo lobista da construtora Mendes Jr.

    Os laços são tantos de uma malha pronta para arrebatar os cofres públicos que é difícil saber qual político é de qual construtora. Claro que todas elas, as construtoras, sempre vencedoras de licitações públicas. Grandes obras que em sua grande maioria ligam o nada a coisa alguma. Belos obeliscos no meio de estradas desertas.

    Mas as notas frias assim como a facilidade de vender bois com tão alto lucro pode voltar à tona. E voltará se o incidente da TAM e o seu julgamento primário não continuar tomando conta de todos nas mais diversas rodas de conversas.

Não seja O_méro, se faça ouvir.

    O_méro era uma sujeito bacana, mas que nunca se envolvia com nada. “Não quero esquentar a cabeça” dizia O_méro. E seguia sempre assim passivo para não se envolver. Tudo acontecia e ele era sempre o mesmo, O_méro espectador. Ele nada podia e nada fazia afinal ele era O_méro, O_méro voto que nada fazia.

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